Meu galego. Meu amor.
Nunca pensei que escrever pra ti seria tão difícil. Sinto tanto amor por ti, e tudo tão ao mesmo tempo que fica difícil organizar os pensamentos.
Já enumerei tantas vezes o que amo em ti que fica enjoativo e cliché repetir tudo isso; queria poder descrever o que sinto. É como se não coubesse no papel, nem no word, nem no bloco de notas. Nem no meu peito que às vezes parece que vai explodir de tanto amor que sinto por ti. De longe é o sentimento mais bonito que já tive, e que eu cuido com muito zelo e afinco todos os dias pra que ele continue crescendo. E ele se fixa e se sustenta em mim, nos meus ossos, como uma hera: envolve cada parte de mim, me faz mais bonita, com a beleza poética e decadente de um prédio que parecia condenado e agora revive com o verde crescendo nas paredes.
Eu poderia usar músicas, tantas músicas que coloquei na playlist e ainda assim sinto que elas não fazem jus ao meu amor. Dressed in Black, da Sia. Foi exatamente como você me encontrou. E eu sou eternamente grata por teres me mostrado que havia mais do que a péssima vida que eu andava levando.
Cegos do Castelo. Vou cuidar do seu jantar, do nosso jardim, de você e de mim. Quero dedicar
minha vida a nós, ao que estamos construindo juntos, que é tão raro e tão especial. Tu já sabe que eu nunca quis ficar velha, mas me pego querendo envelhecer contigo, gastar a vida toda, criar nossos filhos, viajar, passar um dia inteiro na cama aproveitando a companhia um do outro, e quando a idade chegar, aproveitar o restinho das nossas vidas nos amando e saboreando a companhia um do outro.
Quero que meus filhos tenham tua paciência, tua empatia, teu senso de humor. Quero olhar pras nossas crias e ver o rosto do homem que eu mais amo, do meu primeiro e último namorado, do meu melhor amigo e companheiro da vida toda.
Te amo mais que tudo.
L
